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sábado, 11 de setembro de 2010

Sabe quando você percebe que és tudo o que não gostaria de ser?
Mesmo que seja involuntário e impensado?

Pois é, tenho me percebido SUPER PROTETORA talvez. 
De um jeito diferente, mas protetora.
De um jeito triste que priva seu próprio filho da dor.



Pois é.
Foram episódios seqüencias que em fizeram perceber isso.

EPISÓDIO 1 - QUINTA-FEIRA:

Estávamos numa escolinha, fazendo uma visita para ver se se adequava as nossas expectativas. Aí Samuca avistou um menino com um Woody. OS olhos dele brilharam e percebi questionamento e vazio naquelas mãozinhas se esticando para o brinquedo. NA hora saquei o Woody do Samuca que estava na bolsa e dei para ele, mostrando que ele também tinha o dele e não precisava daquilo.

EPISÓDIO 2 - SEXTA-FEIRA:

Estávamos andando e uma amiga querida lhe deu um bombom. Desembrulhei e ele voraz colocou todo na boca. Mas depois de dar a primeira lambida ele deixou cair.
Fez um bico terrível e nem começou a chorar, mas eu já estava entrando na banca de jornal a frente para comprar outro bombom.
Mas aí a minha amiga falou: "- Que isso , Quel, deixa ele lidar com a dor!"
Saí da banca sem o bombom e fiquei com aquilo martelando na minha cabeça.

EPISÓDIO 3 - HOJE, SÁBADO:

Estávamos num restaurante e o pai ofereceu um doce. Samuca fingiu que não ouviu. O pai comeu o doce.
Logo depois Samuca pediu o doce, e quando percebeu que não tinha começou a chorar suas lágrimas de crocodilo.
Eu fiquei toda sentida e quase estava levantando para comprar outro doce para ele, mas o pai me fez não levantar e aí eu percebi o quão deseducadora eu estava sendo sem nem perceber.

**
Bom, não me lembro de ter episódios assim prévios a estes. Mas que bom bom que eu percebi isso logo e já estou agindo para mudar.
Falar sobre as minhas fraquezas e dificuldades é o melhor que posso fazer por nós.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Hoje no mamíferas, li sobre maternagem e sobre o momento que nos definimos mãe.
Pensei sobre isso e pensei no meu momento eu-mãe.
As vezes acho que ainda estou a procura deste momento, quando na verdade ele já aconteceu e reacontece diariamente e eu apenas aceito a  minha nova condição.
Só quem cogitou seriamente um aborto sabe o que eu estou falando. Por mais que não pareça, a maternidade é diferente para nós. Na verdade acho que qualquer filho não planejado é assim. É um amor que nasce da aceitação e não do desejo.


Mas na verdade, Samuel nasceu porque eu quis.
Porque eu precisei dele naquele momento e hoje.
Ele não é tudo prá mim, mas é meu sorriso mais bonito e já está mais que na hora de eu aceitar a minha condição eu-mãe e seguir.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

E não é que funciona?

Hoje eu me estressei.
De novo.

Reconheço que estou irritada e estressada demais, sintomas estes do meu cansaço interminável com o dia-a-dia com o Samuca.
E Samuel me vê assim e repete TUDO o que eu faço.
Me vejo tanto nele, que as vezes dói.

Hoje o momento briga foi por conta dos guardanapos que num momento de fúria ele jogou no chão.
Disse a ele que ele iria pegar. Foi um bate-boca meu comigo mesma que durou uns 30 minutos. Pois ele finge que não ouve, (o que me deixa mais de cabelos em pé ainda).
Ele para mostrar quem manda, pisava nos guardanapos, amassava, jogava os bonecos em cima. Só para me desafiar.
E eu me controlando para não perder o controle.
Se é que algum dia eu tive.
Continuei fazendo as minhas coisas e falando:  "Samuel, pegue estes guardanapos agora!"
Acho que foi por pouco que a vizinhança não bateu aqui para pegar.
Mas aí na ultima vez eu falei:
- Você vai pegar agora: 1, 2...
E antes de completar 3 ele começou a pegar. Ele estava aos prantos e eu me abaixei e ajudei ele a catar tudo explicando que não se deve jogar as coisas assim no chão.

NOSSA, foi maravilhoso.
perfeito perceber que educar cansa e MUITO, mas pode valer a pena.
Samuel entende quando peço as coisas a ele, só finge não entender.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Das coisas que só eu sei

(Samuca pós mamada em seus primeiros dias de vida)



Tem um ano que Samuca parou de mamar.
Sinto falta até hoje.


Do toque, do cheiro, da proximidade e é claro do efeito tranquilizador que só o mamá tem.



terça-feira, 8 de junho de 2010

Quanto vale um abraço?


Ontem estava vendo Private Pratice, na Sony e chorei copiosamente ao acompanhar a história de uma casal que tinha que decidir se submetia seu filho prematuro, nascido de 25 semanas a ínumeras cirurgias que levariam sofrimento ao bebê para tentar fazer ele sobreviver ou simplesmente deixavam ele morrer.

Até aí tudo bem, eu nunca perdi um filho, mas imagino como é a dor, pois minha mãe perdeu dois, e mesmo depois de quase 30 anos sente até hoje.

Mas a questão é que em determinado momento a mãe que até então não tinha abraçado seu filho, pede para abraçá-lo para demonstrar seu amor, mas esse ato mataria a criança, pois a tiraria da incubadora.


A verdade é que escrevendo este post eu não consigo explicar direito o porque fiquei tão sensibilizada com a cena, mas a maternidade tem desses mistérios.

Mas é que me lembro bem a primeira vez que peguei o Samuca nos braços.

Acho que me tornei mãe naquele momento.

E independente de ter ou não perdido um filho, me indentifiquei e reconheci que para uma mãe não deve haver dor maior que essa.
Na verdade acho que senti também que meu filho está crescendo rápido demais e que eu não o abraçei o suficiente.
E isso dói.

domingo, 9 de maio de 2010

É hoje, foi ontem, é amanhã.

Dia das mães para mim é todo dia.

Não é apenas o dia que ganho flores.
É o dia que ensino meu filho a comer, que ouço as primeiras palavras dele, que assisto ele a andar, correr, cair e aprender com isso.

Quando a maternidade chega não ganhamos um dia para celebrar nossa nova e atual função. Vivemos o dia.
Sou a favor de celebramos o Dia de mãe.
E experimentar toda a grandiosidade que ele pode nos proporcionar e principalmente nos transformar.

Para ilustrar minhas idéias de hoje, vejam essa ilustra da Ana cunha. Descobri hoje. Perfeita.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Semana das Mães - Estado Mãe

Nem nas minhas melhores expectativas eu imaginei que seria tão boa mãe como sou.

Esta frase pode parecer piada principalemnte depois da crise de choro que tive ontem a noite numa demosntração física do meu cansaço.
Mas ao mesmo tempo ela cabe muito bem quando sei que amanhã já terei esquecido disso e estarei me sentindo péssima mãe de novo.

A verdade é que a maternidade é cansativa e ponto.

E isso não vai mudar. Todas as outras coisas só vão agregar ao meu estado mãe.
E o melhor que eu posso fazer por mim e pelo Samuca é respirar, seguir em frente e continuar amando.

E só.

domingo, 25 de abril de 2010

1 ano e 10 meses de Samuca


Hoje meu Samuca está completando 22 meses.
Pois é.
Eu já ando percebendo a tempos que ele não é mais o meu bebezinho, mas isso fica mais claro quando vamos na pracinha e ele olha os bebês de colo , aponta e diz "-nenén" .
Nossa, eu quase morro do coração.
Mas também dá muita alegria de saber que ele está ali, grande.
SER GRANDE é muito bom quando se tem uma mãe que sempre acha que poderia fazer melhor (tipo eu).
A gente tem a sensação que está fazendo direito.
E isso não tem preço.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Estou aprendendo não a ser uma mãe perfeita e sim uma mãe legal para o Samuca

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010





É incrível a capacidade desse pequeno de despertar o que há de melhor e pior em mim.

Acho que junto com o bebê deveríamos sair da maternidade com um manual prático de sobrevivência e paciência. É incrível como percebo diariamente que a maternidade vai muito além do amor "incondicional" vendido duarante os nove meses de gestação. Pois não é possivel que eu seja a única mãe do planeta que tenha vontade de sumir de vez enquando.

E nesses ultimos dias a vontade de escapar pelo mundo tem sido cada vez mais constante. Tem dias que ela vem 2 vezes por dia!!!!!!!

Ó meu Deus! Eu queria diariamente ingerir uma pílula da paz + ciência para sobreviver a estas crisses sem muitos problemas.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

sem título

Hoje vem ao mundo a maria Clara, filha da minha prima emprestada, Marcela. É ótimo saber que Samuca "abriu a porteira" e chamou varios outros bebês para o mundo. Mesmo distante é bom saber que a Marcela, a Kelly e outras queridas estão passando pela mesma fase que eu, sabe?
Aproxima (eu acho).
É bom também pois eu não me sinto a única que é mãe dentre as minhas amigas. Não me sinto adiantadinha...
Mas enfim, estes nascimentos pós Sam me deixam muito sensibilizada.
Faço festa, dou boas vindas, faço questão de visitar na maternidade... essas coisas que me aproximam e me fazem reviver meu momento com o Sam.
Não, não é vontade de ter outro e nem melancolia saudosista. Por enquanto é só uma lembrança gostosa.
*Maria Clara nasce hoje na Perinatal, mesma maternidade que o Samuca nasceu e amanhã estaremos lá para conhecer esse anjinho.
Seja bem vinda!!!!!!!!!!!!!!!!