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terça-feira, 20 de julho de 2010

Como lidar com o medo?




A onda dos personagens famosos chegou aqui em casa para ficar.
E os personagens de Toy Story são os populares no momento.
Começou assim: Samuca ganhou um cabeça de batata de aniversário, eu levei ele para ver o filme, aí vieram os outros bonecos, os outros filmes, camisa, álbum de figurinha, desenhos de colorir.
Enfim, devagarzinho, Woody, Buzz e companhia já se tornaram parte da família.
Acontece que Samuca pede para ver todo dia o filme, e por mais que esta seja apenas mais uma fase que eu tenho que aprender a administrar, ontem algo me chamou a atenção:
o MEDO.
Não lembro de ver o Samuel assim tão envolvido com algum filme ou desenho na TV.
Ontem, depois de assistir inúmeras vezes já a mesma cena ele chorou de medo ao ver os Brinquedos quebrados do Sid, o menino destruidor e temido do primeiro filme.
Tudo bem, a imagem é aterrorizante mesmo. mas porque ele só percebeu e se envolveu desta forma assim ontem?
Ele gritou tanto pelo Woddy, sofreu, chorou e pediu colo, comom se fosse algo terrível. Como se o personagem principlamestivesse em apuros sérios. E ele estava com medo disso.
Mas como fazer agora?
Parar de exibir o filme?
Eu ainda não sei.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Quanto vale um abraço?


Ontem estava vendo Private Pratice, na Sony e chorei copiosamente ao acompanhar a história de uma casal que tinha que decidir se submetia seu filho prematuro, nascido de 25 semanas a ínumeras cirurgias que levariam sofrimento ao bebê para tentar fazer ele sobreviver ou simplesmente deixavam ele morrer.

Até aí tudo bem, eu nunca perdi um filho, mas imagino como é a dor, pois minha mãe perdeu dois, e mesmo depois de quase 30 anos sente até hoje.

Mas a questão é que em determinado momento a mãe que até então não tinha abraçado seu filho, pede para abraçá-lo para demonstrar seu amor, mas esse ato mataria a criança, pois a tiraria da incubadora.


A verdade é que escrevendo este post eu não consigo explicar direito o porque fiquei tão sensibilizada com a cena, mas a maternidade tem desses mistérios.

Mas é que me lembro bem a primeira vez que peguei o Samuca nos braços.

Acho que me tornei mãe naquele momento.

E independente de ter ou não perdido um filho, me indentifiquei e reconheci que para uma mãe não deve haver dor maior que essa.
Na verdade acho que senti também que meu filho está crescendo rápido demais e que eu não o abraçei o suficiente.
E isso dói.