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domingo, 23 de janeiro de 2011

Meu filho é gente também.

Pode parecer óbvio isso, mas não é.

Hoje brigamos. Eu estava tirando o meu soninho da tarde (eu também sou gente né?) e ele veio fazer cosquinha no meu pé. No meu pé!!!!!!!!!!!!
Me acordou. No susto. Virei fera.
Ele chorou (e muito)
Ele estava fazendo manha já o dia inteiro e eu explodi com ele chamando a atençã ode um monte de coisas ao mesmo tempo. tipo: brinquedos espalhados, massinha no chão, chororô desmedido.

Ele ficou magoado. Sentido comigo. MESMO.
Por um minuto pensei que ele iria chorar e passar, mas não. As lágrimas corriam tanto, e me senti desapontada por desapontar ele.

Percebi que ele tem sentimentos e que sente de forma diferente de mim.

ÓBVIO, eu sei. 
Mas acho que só percebi hoje.
Tenho que ter dedos ao tratar com ele, pois é mais sentimental que eu.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Depois de uma crise Homérica, eu disse:
"Sabe, estou cansada Samuca."

e ele disse:
"-Estou cansado também"





Talvez eu não seja uma mãe tão legal quanto eu acho que sou.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Quanto vale um abraço? - parte 2



Ontem recebi um e-mail de uma amiga querida comunicando sobre a morte de sua mãe. Na mesma hora liguei para dar um alô e dizer que mesmo distante estava junto.

É estranho dizer isso, mas é assim que dá para ser no momento, então tá bom, né?

Ou não?

O mundo virtual nos aproxima e distancia das pessoas na mesma velocidade. E eu não sei se estou numa fase sentimental demais, mas dói pensar e aceitar isso.

É incrível como a gente se acostumo com a ausência.

Nos atualizamos rapidamente sobre nossas vidas, contamos coisas boas, reforçei o convite para a festa do Samuca. Foram apenas 7:41 minutos de conversa. Nos prometemos nos ver, como sempre. (espero que a gente cumpra desta vez, viu?)

Mas quando desliguei o telefone me deu uma tristeza profunda, pois na verdade eu queria era lhe dar um abraço. O mesmo que ela me deu quando nos vimos após a morte do meu pai.

Ela me viu, me abraçou e chorou junto apenas. Foi rapidinho, tínhamos alunos nos esperando, mas valeu por tudo.

*Sim, este pedaço de carne risonho sou eu com meu pai. Ele faleceu tem quase 3 anos, e nem por isso virou santo. Tínhamos as nossas diferenças e mágoas. Mas independente disso, a alegria e o amor que esta foto me passa estão comigo até hoje.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Quanto vale um abraço?


Ontem estava vendo Private Pratice, na Sony e chorei copiosamente ao acompanhar a história de uma casal que tinha que decidir se submetia seu filho prematuro, nascido de 25 semanas a ínumeras cirurgias que levariam sofrimento ao bebê para tentar fazer ele sobreviver ou simplesmente deixavam ele morrer.

Até aí tudo bem, eu nunca perdi um filho, mas imagino como é a dor, pois minha mãe perdeu dois, e mesmo depois de quase 30 anos sente até hoje.

Mas a questão é que em determinado momento a mãe que até então não tinha abraçado seu filho, pede para abraçá-lo para demonstrar seu amor, mas esse ato mataria a criança, pois a tiraria da incubadora.


A verdade é que escrevendo este post eu não consigo explicar direito o porque fiquei tão sensibilizada com a cena, mas a maternidade tem desses mistérios.

Mas é que me lembro bem a primeira vez que peguei o Samuca nos braços.

Acho que me tornei mãe naquele momento.

E independente de ter ou não perdido um filho, me indentifiquei e reconheci que para uma mãe não deve haver dor maior que essa.
Na verdade acho que senti também que meu filho está crescendo rápido demais e que eu não o abraçei o suficiente.
E isso dói.