Eu me lembro de sair das consultas com a Pediatra que participou do parto do Samuca sempre triste. Não sei nem bem o porque eu resiti bravamente a ficar com ela até ele completar 1 ano. Lembro que saía de lá arrasada, pois ela não me ajudava como ou gostaria. Tirava um pouco do "meu poder" quando sugeria complementos, aleitamento misto, ou falava mal das minhas papinhas. Eu não sou nenhuma mestre cuca, mas me esforçava de verdade.
O tempo foi passando a luta foi ficando difícil e acho que fui deixando de lado a educação alimentar do Samuca.
Tem cerca de 1 mês que o levei em uma homeopata que me perguntou coisas do meu filho que eu não soube responder. Me senti estranha e vi que estava sobrecarregada de ficar com ele, mas não estava usando este tempo de forma muito produtiva.
Me senti arrasada de novo, mas de uma forma boa, motivadora.
Se fosse em outra épocas eu teria fugido, mas resolvi abraçar o tratamento proposto e cuidar de forma mais amorosa do meu filho. O desespero faz isso. Samuca só tem três anos e eu observo várias coisas que eu não gosto na alimentação dele. Talvez porque somos muito parecidos, e comida é definitivamente a minha "pedra no sapato".
Samuca ganhou dieta para aprender a comer e eu para ensinar a comer. Depois de várias indagações e questionamentos sobre o impossível, ela só me disse: coragem Raquel, coragem.
Vamos lá.
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Coragem Baby, coragem!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
E agora, José?
Eu sempre fui uma destemida cautelosa.
Nunca morei em favelas, mas sendo carioca do Rio de Janeiro todo, circulando por todas as zonas e realidades habitacionais e financeiras, você acaba pegando uma malandragem, que todo carioca por completo tem.
A violência sempre esteve aqui.
E eu tinha opções:
Ou passava noites em claro com pânico, ou me acostumava com os tiroteios diários que eu ouvia durante a noite.
Ou ficava em casa estudando por correspondência, ou atravessava o Rio no trajeto diário Rocha Miranda - Urca, passando pelo jacarezinho, ponto super crítico da cidade, lugar, que muitas vezes passei abaixada, em silêncio, junto com desconhecidos passageiros que só queriam salvar as suas vidas em meio ao terror que estava além das janelas do ônibus.
Eu optei por viver, no meu Rio como ele é, e me acostumei com a violência e brutalidade, achando digamos, isso tudo que a gente vê no jornal normal. Afinal, eu vejo isso tudo todo dia, e destemida, nunca quis entrar em pânico.
E eu não estou em pânico, mas confesso que com um medo a mais.
Agora tem o Samuel.
E eu acabei de aceitar a proposta do meu companheiro, que sugeriu que eu ficasse em casa, ao invés de atravessar a cidade, passando por alguns dos pontos críticos para visitar a minha mãe.
E eu não sei se tenho mais medo de atravessar a cidade ou medo da decisão que tomei em ficar parada.
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terça-feira, 20 de julho de 2010
Como lidar com o medo?

A onda dos personagens famosos chegou aqui em casa para ficar.
E os personagens de Toy Story são os populares no momento.
Começou assim: Samuca ganhou um cabeça de batata de aniversário, eu levei ele para ver o filme, aí vieram os outros bonecos, os outros filmes, camisa, álbum de figurinha, desenhos de colorir.
Enfim, devagarzinho, Woody, Buzz e companhia já se tornaram parte da família.
Acontece que Samuca pede para ver todo dia o filme, e por mais que esta seja apenas mais uma fase que eu tenho que aprender a administrar, ontem algo me chamou a atenção:
o MEDO.
Não lembro de ver o Samuel assim tão envolvido com algum filme ou desenho na TV.
Ontem, depois de assistir inúmeras vezes já a mesma cena ele chorou de medo ao ver os Brinquedos quebrados do Sid, o menino destruidor e temido do primeiro filme.
Tudo bem, a imagem é aterrorizante mesmo. mas porque ele só percebeu e se envolveu desta forma assim ontem?
Ele gritou tanto pelo Woddy, sofreu, chorou e pediu colo, comom se fosse algo terrível. Como se o personagem principlamestivesse em apuros sérios. E ele estava com medo disso.
Mas como fazer agora?
Parar de exibir o filme?
Eu ainda não sei.
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